sexta-feira, 22 de março de 2013

Banner

Este será o banner a ser colocado na entrada da escola, para os alunos poderem localizar os temas dos livros que contém no acervo da biblioteca, seu horário de funcionamento, como também trará frases que buscam incentivar a leitura.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Um novo ar à biblioteca...

No dia 20 de março de 2013, estivemos na escola para realizar modificações no interior da biblioteca, visando transformá-la em local mais agradável e estimulante à leitura, como também espalhamos pelo interior da escola os cartazes confeccionados com as obras da literatura brasileira, com o intuito de propiciar o contato dos alunos com estes autores e assim instigar o prazer pela arte litéraria, como também o incentivo à busca por novas coletânias e textos, na própria biblioteca da escola, que possui um rico acervo .

...Antes




Durante








Depois...








terça-feira, 19 de março de 2013

Material a ser disponibilizado à gestão e corpo docente

A IMPORTÂNCIA DA LEITURA
A prática da leitura se faz presente em nossas vidas desde muito cedo, no instante em que começamos a “compreender” o mundo á nossa volta. No contato direto com um livro, ao tentarmos interpretar o sentido das coisas, ao percebermos o mundo sob diversas perspectivas ou mesmo ao relacionarmos a ficção com a nossa realidade, dessa forma, estamos a todo o momento lendo mesmo que indiretamente, pois muitas vezes não nos damos conta disso.
A atividade da leitura nos proporciona descobertas, aprendizagens, reflexão e prazer, nesse sentido, a leitura de um texto deve ser compreendida de fato, permitindo que o leitor apreenda o sentido do texto e que ultrapasse a decodificação alcançando um resultado satisfatório e consequentemente a formação do gosto literário. Logo, ler é um ato social e a instituição escolar tem um papel fundamental nesse processo, o de proporcionar o acesso a leitura, e aos mais diversos tipos de livros, não por simples obrigação ou por ser uma pequena parte de seu currículo, mas com a finalidade de formar o gosto, o prazer em ler e compartilhar, pois a leitura na escola deve ser uma prática social e não um simples conteúdo didático, sendo assim, deverá desenvolver leitores competentes e que lêem não somente para fins escolares, mas para auto-satisfação.
Dessa forma, na instituição escolar a formação do gosto pela leitura deve ser planejado, estudado e pensado pedagogicamente pelo professor, pois tem um papel fundamental, o de instigar a imaginação do futuro leitor, que assim terá melhores condições de atuar ativamente na sociedade em que vive, assim, o professor nesse núcleo é o principal mediador em despertar o prazer de ler do leitor, pois o gosto não nasce conosco é apreendido através da cultura, que muito influência nesse processo de construção do conhecimento literário.
Portanto, ler é essencial para o progresso do auto-conhecimnento, para o diálogo, para a troca de idéias, para ampliação da nossa percepção de mundo e para saber discernir e refletir sobre um texto, nesse sentido, a leitura é essencial para a formação crítica do cidadão.
Este texto foi produzido por nós (estagiárias) com base nas leituras feitas para a realização do projeto de intervenção, e será entregue aos professores da escola a qual realizamos o estágio, no fim da palestra : "Técnicas de leitura e a importância da leitura para jovens e adultos", juntamente com o texto (abaixo) "A escola triste" de Míriam Santini e um CD, que trará textos sobre o tema leitura e obras literárias brasileiras, para que tenham em mãos material que servirá de suporte para a realização de um futuro projeto de leitura na escola do Clima bom.

A ESCOLA TRISTE
Míriam Santini de Abreu 
Nos anos 70 e 80 chamava-se “primeiro grau” a progressão de primeira a oitava séries. O primeiro grau eu fiz na Escola Estadual Clemente Pinto, em Caxias do Sul. O prédio fica a uma quadra da casa de minha família. Entrei na primeira série com seis anos. Era baixa, magra, míope. Todas as minhas roupas eram doadas por vizinhos e familiares. Usava uniforme azul com listras brancas, Conga e, no inverno, um casaco com pêlos em volta das mangas e do colarinho, que eu detestava. Mas havia um lugar onde a minha sensação de carência e de estranheza em relação a tudo e a todos desaparecia. Era na biblioteca da escola.
Bastava subir a escada ao lado da sala do SOE, o Serviço de Orientação Educacional, e o mundo era meu. As mesas eram baixas e redondas, os banquinhos também. Os livros, catalogados, pareciam me espiar, me desejar, aquietados nas prateleiras ou abertos, repletos de delícias, sobre as mesas. Não havia dia nem hora para retirá-los. A biblioteca me acolhia, me aquietava. E lá, fora, no pátio, havia concreto, mas também árvores, cantos misteriosos, reservados somente ao zelador. E lembrei-me da Clemente Pinto quando conheci a escola da Barra do Sambaqui, em Florianópolis. É tanta feiúra e decadência que só pude pensar em uma definição: a Escola Triste.
A entrada: paredes de tijolos mal-pintados de branco, com uma grade de ferro. Parece uma grande cela. O mofo está todos os cantos, principalmente onde as crianças fazem as refeições. O pátio para as brincadeiras é minúsculo, coberto de brita, sob encomenda para deixar a pele ralada ao menor tombo. Nas salas de aula – são duas - há aquelas horríveis janelas basculantes, que deixam o mundo lá fora fatiado em retângulos. A escola toda parece uma gambiarra, algo juntado às pressas, sem graça nem beleza. Mas, nessa escola triste, o que há de pior é a biblioteca. As goteiras já causaram curto-circuito, e por isso não é seguro usar os computadores que seriam utilizados no aprendizado. Os livros – poucos – ficam apinhados em umas poucas estantes, a gritar a inutilidade dos discursos vazios sobre “qualidade de ensino”, “internet na sala de aula” e outras máximas que mascaram a precariedade cada vez maior do ensino público. Bonitas, ali, só aquelas crianças e aquelas professoras que, há quase um ano, esperam a reforma prometida.
O que os meninos e meninas aprendem, desde cedo, é que, num mundo de ricos e pobres, com suas escolas de ricos e pobres, o lugar que lhes cabe é aquele. Na Clemente Pinto, era na biblioteca que a minha pobreza se apagava. Na Escola Triste, nas salas cheias de bolor, sem mistérios nem magias, nada há para dar, às crianças, o gosto açucarado de uma promessa, de uma possibilidade. O gosto de um mundo onde os desejos possam ser compartilhados. 

Site consultado. http://pobresenojentas.blogspot.com.br/2008/07/escola-triste.html Acesso em 20 de novembro de 2012.
  


quarta-feira, 13 de março de 2013

Confecção dos cartazes

Hoje, demos início a execução dos materiais do nosso projeto de intervenção, confeccionando os  cartazes com as prosas, versos, poesias e contos de autores da literatura brasileira. As obras selecionadas vocês podem conferir no link acima, e descobrir que a leitura pode sim ser um exercício prazeroso e que desperta muitas emoções, sentimentos e até mesmo, reflexões sobre a vida, esperamos que os alunos da escola observada durante o estágio, possam aproveitar os deleites dessas leituras, e é claro que esta pequena mostra  só venha a instigar a curiosidade, a busca por novas obras e a construção de conhecimento que é adquirida através da leitura e pesquisa!!!!








 

segunda-feira, 4 de março de 2013

Projeto de intervenção



Nosso projeto de intervenção na área de gestão escolar, busca incentivar a gestão da escola observada durante o estágio, a se tornar instrumento norteador no incentivo à leitura, com o intuito de formar leitores críticos e autônomos. Para tanto, direcionamos nossa atenção à biblioteca da escola, com a pretensão de tornar o espaço mais agradável e atrativo, para que assim, possa  deixar de ser um espaço isolado naquele ambiente e passar a produzir uma aprendizagem significativa, que contribua para a conscientização de todos sobre a importância da leitura na vida dos jovens frequentadores daquela instituição de ensino, que teem nível socioeconômico baixo, estudam no turno noturno e tanto podem, como devem ter a escola como porta principal de acesso ao conhecimento, e que esta tenha condições  lhes oferecer ferramentas para ascensão social e econômica.
fonte: http://www.portaleducacao.com.br
Diante disto, procuramos proporcionar a gestão da escola e ao corpo docente a possibilidade de identificar os problemas da instituição e traçar estratégias para solucioná-los, e assim, possibilitar aos estudantes uma aprendizagem que os capacite para o exercício da cidadania e para o mundo do trabalho, tendo em vista uma qualificação dos profissionais que fazem parte do quadro da instituição, sendo assim traçamos algumas estratégias para realização deste fim como, promover cursos de formação continuada para os que compõem o núcleo escolar, através de palestra com professores da Universidade Federal de Alagoas, com os temas "a importância da leitura para jovens e adultos" e "técnicas de leitura para jovens e adultos"; elaboração de cartazes com poesias, prosas, versos e contos de autores da literatura brasileira, incentivando os alunos a ir em busca de novos temas, à medida que começam a ter contato com os textos a eles apresentados e ter acesso ao ato de ler não somente para fiz escolares, mas por satisfação e prazer; realização de  modificações no interior da biblioteca, com o intuito de transformá-la em um local mais agradável e atrativo aos alunos, e por fim fornecer sugestões aos profissionais da escola a fazer da leitura um instrumento de  sabedoria e exercício prazeroso, sendo necessária a realização de dinâmicas, oficinas e projetos que incentivem a participação dos alunos nos eventos educativos e também o próprio estímulo da gestão nesse processo dinamização e disseminação da leitura.
Nosso objetivo maior ao escolher o projeto de intervenção na área da leitura, foi o fato de acreditarmos que é a partir da leitura que será plantada a fonte da sabedoria e da transformação social e somente através deste meio pode-se alcançar o conhecimento e a mudança de práticas até então consolidadas. Portanto, é indispensável uma formação continuada do profissional docente, para que haja uma educação de qualidade, e assim possa proporcionar aos seus alunos/trabalhadores condições de se fazerem críticos perante a sociedade, como também os capacitando para o aprendizado permanente, que os possibilitará ascender nos estudos ou no mundo do trabalho.
 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Nossa caminhada

      
Ao analisarmos a escola em seus diversos aspectos, utilizando como ferramenta de análise o PPP, o regimento escolar, o regimento do conselho escolar, o estatuto do conselho da escola e o regimento da biblioteca, e de acordo com os dias de observação e com as entrevistas realizadas com o gestor, a coordenadora, a bibliotecária e os alunos,  percebemos que a biblioteca é um espaço que merece ser destinado maior interesse, já que possui um diversificado acervo que não é explorado pelos alunos da escola, principalmente no turno noturno que contém o menor percentual de empréstimos na biblioteca. Com isto, nosso projeto de intervenção possivelmente será na área da leitura, buscando mover e incentivar gestores e professores a tornar a biblioteca da escola um espaço vivo, um local de aprendizagem significativa e assim trazendo contribuições para  melhora do espaço da escola de um modo geral, a medida que possibilite maior interesse dos alunos pela leitura e os incentive a estar sempre em busca de novos conhecimentos. 



domingo, 30 de dezembro de 2012

Visita à escola: primeiras impressões


No dia 13/12/2012 fizemos nossa primeira visita à escola, na qual estava sendo realizada uma gincana que tratava do tema sustentabilidade (planeta água), como não foi possível ter acesso a dados, documentos oficiais ou conversar com os profissionais que fazem parte do quadro da escola, apenas com a coordenadora que é a orientadora do estágio que nos forneceu algumas informações. Em relação a oferta da educação nos foi informado que pela manhã é oferecido ensino do 6º ao 9º ano, a tarde ensino médio e no turno noturno ensino médio e EJA de regime anual, para os concluintes deste e semestral para os que estão se inserindo na modalidade.
 Observamos a estrutura, a organização do evento e a interação dos alunos entre si e com os professores, podemos então perceber que a estrutura física do local que funciona desde 2004 estava conservada, pois este ano todas as escolas passaram por pintura e lavagem das telhas, e para isto foi feito grande investimento, no entanto as portas dos banheiros que foram retiradas e alguns sanitários não foram colocados novamente em seus respectivos locais, o elevador de acesso ao primeiro andar continua sem  funcionar o que impede o acesso á deficientes, nos banheiros não tem apoio para eles se locomoverem, como também em toda a escola há somente uma rampa que dá acesso ao palco, e até mesmo na entrada da escola não há, o que demostra que este espaço não é adaptado para pessoas portadoras de deficiências. O pátio é espaçoso e arejado, o prédio é de 1º andar com 16 salas de aula, ventiladas com bancas em bom estado, bem iluminadas, cada uma com um quadro de giz, uma cantina, uma sala de professores com armários individuais e uma mesa grande, uma secretária, uma coordenação, uma sala de leitura que funciona os três horários e contém importante e diversificado acervo, apesar de dividir espaço com o Procon, o que pode atrapalhar a concentração dos leitores, uma sala de instrumentos de sopro, que é aberta aos sábados para a comunidade, em que juntamente com esta é oferecida outras oficinas de expressão cultural, porém poucos alunos participam, há também incentivo ao esporte, nas oficinas de capoeira, e seminários e palestras que tratam de assuntos como sexualidade e drogas, a exemplo do seminário de drogas que ocorreu no último dia 07/12, a escola também participa do projeto segundo tempo, porém este nunca funcionou pois o recurso não chegou aos cofres da escola, a escola tem também um campo de futebol que não mais funciona devido a falta profissionais para manutenção do local, a segurança é realizada apenas por um porteiro, há um palco para eventos, além de uma grande área aberta.
Os alunos tem perfil socioeconômico baixo, vários fumam dentro da escola, não se deixam intimidar por professores, porteiro ou pela coordenadora, e demonstram desrespeito com os mesmo, não usam fardas e os professores não tem autoridade para eles e muitas vezes se eximem de seu papel de educador ao compactuarem com atos como fumar e beber dentro da escola. Neste mesmo dia pela manha aconteceu um furto de um notebook, houve denuncias sobre a identidade do responsável, os pais foram convidados a comparecer a escola, se sentiram ofendidos e fizeram uma denuncia em delegacia contra a diretora da escola, que agora responde processo.Com base nesta primeira observação percebemos que a escola tem uma boa estrutura física, merecendo apenas alguns reparos, principalmente no que diz respeito ao acesso à deficientes físicos, incentiva a cultura, porém necessita de um maior estímulo a participação nos eventos e oficinas de expressões culturais, tem um rico acervo de livros, mas precisa mobilizar alunos e professores a conhecê-los e dimensionar sua importância, como também os profissionais da escola precisam se conscientizar de sua função social e papel naquele espaço.